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Sazonalidade na Copa do Mundo: como reter a atenção do seu lead

O que você vai ler

A Copa do Mundo 2026 começa em 11 de junho e vai até 19 de julho, são 39 dias de competição distribuídos em três países e 16 cidades sede. Para o mercado B2C, é uma festa! Mas para quem vende no B2B, é um sinal de alerta no calendário comercial.

Não porque o mercado vai parar completamente. Mas porque a atenção do decisor muda de endereço. Reuniões são adiadas, aprovações travam, ciclos que já eram longos esticam mais ainda. Além dos feriados oficiais, a Copa do Mundo influencia diretamente a atenção, a agenda e a disposição para tomar decisões ao longo de 2026. Mesmo com jogos à noite, a Copa tende a reduzir o foco e o ritmo do mercado.

A pergunta, então é o que o marketing deve fazer durante esse período para que o pipeline não esfrie e o time comercial chegue ao pós-Copa do Mundo com oportunidades aquecidas?

Insistir na conversão quando o mercado parou

Muitas empresas chegam na Copa do Mundo tentando manter o mesmo ritmo de campanhas de fundo de funil, metas de reuniões e pressão por fechamento. O resultado costuma ser que o custo por lead sobe, taxa de resposta cai, e o time comercial chega cansado num período em que o mercado ainda não retomou o ritmo.

Insistir em campanhas agressivas de conversão durante o pico da Copa tende a aumentar custos e reduzir a eficiência. O espaço mental do decisor muda, e dificilmente um diretor vai parar para avaliar uma migração de plataforma ou aprovar um projeto complexo durante os jogos.

O que fazer: trocar volume por profundidade

Durante períodos de menor abertura para decisão, o marketing tem uma janela de ouro para fazer o que normalmente fica para depois: construir relacionamento, educar a base e fortalecer a presença da marca na cabeça de quem ainda não está pronto para comprar, mas vai estar.

Lead nurturing é uma estratégia focada na criação e manutenção de relações fortes com potenciais clientes ao longo do ciclo de compra. Em vez de tentar vender diretamente desde o início, o objetivo é alimentar esses contatos com conteúdos valiosos e relevantes em cada etapa do processo, fornecendo as informações de que necessitam para tomar decisões informadas e avançar para a compra.

A Copa é o momento ideal para colocar essa lógica em prática de forma intencional.

Três frentes para trabalhar durante a Copa

1. Nutrir quem já está no pipeline

Toda empresa B2B tem uma base de leads que demonstrou interesse em algum momento mas não converteu. Leads que baixaram materiais, participaram de webinars, pediram proposta mas não fecharam. Sequências de reativação segmentadas por motivo de perda e estágio anterior no funil recuperam entre 5% e 15% da base, a um custo por oportunidade muito menor do que a aquisição de leads novos, porque o lead já conhece a empresa e já demonstrou interesse.

A Copa do Mundo é um bom gatilho para reativar esses contatos com uma abordagem diferente: não uma proposta, mas um conteúdo relevante, um convite para um evento, uma atualização sobre algo que interessa ao segmento dele.

2. Produzir conteúdo de meio e topo de funil

Enquanto o mercado desacelera nas decisões, ele não para de pesquisar. O decisor que hoje está com o foco dividido entre a reunião e o placar da seleção ainda abre o LinkedIn, ainda lê artigos, ainda consome conteúdo que resolve um problema seu.

Compradores B2B pesquisam antes de falar com vendas. Conteúdos de fundo de funil, comparativos, guias técnicos e páginas de solução seguem relevantes porque o processo de consideração não para, mesmo quando a decisão está pausada.

3. Fortalecer o relacionamento com a base atual

No B2B, relacionamentos bem-sucedidos com clientes comerciais são baseados em confiança e contato pessoal. Eventos e períodos especiais são uma oportunidade importante para estabelecer e manter relacionamentos, combinando soluções com um rosto e uma personalidade, gerando novos leads ou mantendo conexões existentes.

Isso pode ser simples: um email de relacionamento sem CTA agressivo, uma pesquisa de satisfação, um convite para uma conversa sobre o mercado do cliente. O objetivo não é vender. É ser lembrado como uma empresa que se importa com o sucesso do cliente além do contrato.

Como se preparar antes de 11 de junho

Mapear quais leads estão em qual estágio do funil e definir que tipo de conteúdo faz sentido para cada um durante o período. Preparar fluxos de nutrição automatizados para que o relacionamento continue mesmo com o time comercial em ritmo reduzido. Produzir ou atualizar conteúdos de topo e meio de funil que vão trabalhar de forma orgânica durante as semanas do torneio. E definir claramente o que o time comercial vai priorizar no retorno, para que o pós-Copa seja um período de aceleração, não de reaquecimento do zero.

O pós-Copa começa antes da final

Empresas que usarem a Copa do Mundo para construir relacionamento, nutrir pipeline e fortalecer presença de marca vão chegar a agosto com uma base mais aquecida, um posicionamento mais sólido e um time comercial com mais munição para fechar.

Empresas que tentarem forçar o ritmo durante o torneio vão chegar ao mesmo lugar gastas e com menos resultado para mostrar.

A KARU ajuda empresas B2B a construir estratégias de conteúdo que funcionam em qualquer fase do ciclo comercial, inclusive nas que o mercado tira o pé do acelerador. Se você quer chegar ao pós-Copa do Mundo com pipeline aquecido e posicionamento forte, fale com a gente.

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